É proíbido jogar bonito!

20/07/2009

Ronaldinho Gaúcho é um dos maiores exemplos de jogadores que faziam jogadas geniais, não apenas em comerciais da nike, mas durante as partidas, porém parece que de uns tempos pra cá ele meio que desaprendeu, ou ficou tímido, ou sei lá. A verdade é que o futebol se enveredou pra um lado onde a força, a disciplina tática e etc. são mais importantes que as individualidades hoje em dia, e acho que realmente são, temos exemplos de times com grandes craques que não encaixam, e outros times com jogadores médios jogando muito, mas não podemos simplesmente abandonar o futebol arte, que alegra as torcidas e faz o esporte ganhar um algo especial.

Pior do que o fim do futebol arte pela evolução do esporte, seria o fim dele por imposição de opiniões distorcidas, pois muitas vezes  quando um jogador começa a passar o pé sobre a bola várias vezes, ou fazer aquele gingado “a la garrincha” que todos admiramos, já dizem que está provocando ou tripudiando o adversário, e que é anti-ético e tudo mais.

A gota d’água pra mim foi no final de semana, no jogo Vasco x ABC, pela 12ª rodada da série B do brasileiro,  um jogador do Vasco pedalou várias vezes pra cima do defensor adversário sem sair do lugar, na sequência perdeu o lance e a bola saiu pela lateral, o juíz logo correu pra cima dele pra adverti-lo pelo que ele caracterizou como anti-ético ou provocação, já que na leitura labial deu pra ver o árbitro falando “joga bola!”.

Quer dizer então que agora está proíbido jogar bonito, quando um jogador fizer um golaço, ou driblar o zagueiro de forma desconcertante, o lance será invalidado.

Ok, não vamos exagerar, mas é um absurdo que o árbitro fale isso ao jogador, se ele julgar que a jogada foi falta de respeito (que não foi o caso) deveria punir o jogador, e não ficar falando bobagens e acabando com o espetáculo.

Pena não ter achado o vídeo da jogada pra postar aqui.

“Fulano é o Brasil na libertadores”

17/07/2009

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Bandeira do Atlético na comemoração do Estudiantes, nada de hipocrisia. (Foto: EFE)

A frase do título, pra mim não significa nada, embora eu prefira sempre assitir uma final de libertadores do que a rodada do brasileirão que algumas emissoras acabam transmitindo, se não for o meu time que estiver jogando a libertadores, pode ter certeza que vou torcer contra.

Por quê?

1- Não sou o que se pode chamar de patriota, em parte por que acho que o Brasil não merece muito patriotismo, não que eu odeie o país ou esteja louco pra me mandar daqui, mas simplesmente acho que temos muitos problemas sérios pra termos orgulho dessa nação. Claro, temos qualidades também, mas somos melhores que os outros? E não só isso, pois o “patriotismo” muitas vezes é torcer pela seleção na copa, ou odiar os argentinos, e esse tipo de patriotismo, para mim não serve pra nada.

2- Com relação aos argentinos, e a os nossos outros vizinhos da América, não tenho nada contra nem a favor deles, acho que são pessoas como outras quaisquer, com qualidades e defeitos, e no futebol do mesmo jeito, acho que devemos saber admirar suas qualidades, pois muitas delas deram a taça ao Estudiantes.

3- Como torcedor, não quero nunca que times rivais, ou nem tão rivais, conquistem títulos, somente o meu time pode conquistar o máximo de títulos possível e os outros que se lixem. Por exemplo, um colorado torce para o Grêmio perder para o Cruzeiro, e depois torce para o Cruzeiro perder para o Estudiantes, naturalmente não quer outro brasileiro como campeão da américa, ainda mais considerando o fato de o Inter ser o último time nacional a conquistar a taça, o torcedor sempre pode usar isso como “corneta”. O São Paulino, quer permanecer sendo o único brasileiro Tri da Libertadores e assim por diante.

Portanto quando eu ouço o narrador falando “O time “X” é o Brasil na Libertadores”, sempre penso que ele fala por ele, ou talvez para chamar audiência, pois geralmente, eu e muitas pessoas que conheço, torcem contra os brasileiros na libertadores.

Quero ver a final da Libertadores!

06/07/2009

Na verdade o título do post é mais um desabafo, eu sou um felizardo que tem TV a cabo e posso assistir a final entre Estudiantes e Cruzeiro, mas quando eu descobri que  a partida do campeonato brasileiro entre Corinthians e Fluminense seria ESTRANHAMENTE na quarta-feira, eu já tinha certeza suspeitava que seria transmitida pela rede Globo em detrimento da “pouco importante” final da Libertadores da América entre um time brasileiro e um argentino.

É verdade que será “apenas” para RJ e SP a transmissão do jogo do brasileiro, mas eu com certeza prefiro, e acho que discontando os torcedores dos 2 times envolvidos, todo mundo gostaria de assistir a final, mas estamos no brasil, e talvez Ronaldo-Batavo-Avanço-Etc.. seja mais rentável do que o jogo mais importante do semestre, então se você não é um “felizardo” como eu, terá que assistir a disputa acirrada das posições intermediárias da tabela pela gloriosa 9ª rodada do Brasileirão.

Imparcialidade na TV

03/07/2009

Todo mundo sabe que é muito difícil ser imparcial em uma transmissão de futebol, principalmente quando envolve times locais, geralmente sem querer ou até voltado ao público torcedor de algum time, o narrador ou comentarista acaba deixando transparecer para quem está torcendo.

Em transmissões regionais ainda pode ser relevado, já que um jogo de um time de São Paulo por exemplo se estiver sendo transmitido apenas para o estado, a tendência é que a ótica da transmissão seja do ponto de vista desse time, o problema é quando a transmissão é nacional e pode-se perceber claramente que há torcida em meio a transmissão.

No vídeo abaixo, o comentarista de arbitragem da Band, Oscar Roberto Godói, em um ímpeto de trocedor, xinga o goleiro do seu time (Corinthians) para que este não faça “cera” o que causaria mais tempo de acréscimos.

Se dívida rebaixasse…

05/05/2009

Em 1995 a FIFA, entidade máxima do futebol, ameaçou rebaixar o Internacional no campeonato Brasileiro, motivada por uma dívida de US$ 100.000 com o Central Espanhol do Uruguai relativa ao emprétimo do jogador Silas, no mesmo dia a CBF interveio (palavra feia pra porra), e a FIFA voltou atrás e negociou a dívida.

É verdade que uma dívida não pode ser motivo pra rebaixar um clube, mas a malemolência com a qual as dívidas dos clubes de futebol são tratatas fez com que os clubes se aproveitassem e acumulassem dívidas estarrecedoras.

A grande maioria dos clubes brasileiros deve grandes quantias, o Flamengo alem da mior torcida também tem a maior divida, são cerca de R$ 240.000.000,00* (duzentos e quarenta milhões de reais), já pensou se fossem rebaixar o Flamengo, acho que nem a criação da série “D” seria suficiente para manter o clube jogando, teriam que criar uma divisão para ele, o Atlético mineiro (cerca de 214 milhões*) e o Botafogo (cerca de 209 milhões*) acompanhariam o rubro-negro no certame dos endividados.

Para a alegria das massas o rebaixamento por dívida não existe, nem vai existir, não pode, mas dá pra entender por que alguns clubes estão mal e outros bem nos últimos anos, a bola está cobrando a dívida também. E antes que alguém diga que o Flamengo é tri-carioca, eu pergunto: nos últimos anos quais foram os títulos nacionais e internacionais desses 3 clubes, Atlético MG, Botafogo e Flamengo?

*Os números das dívidas são do fim de 2007

O bom e velho amadorismo…

30/04/2009

Que a maioria dos clubes de futebol do Brasil tem administrações muito amadoras, não é segredo para ninguém, mas usar isso para contar vantagem ou criticar os times mais organizados e acusá-los de desdém acho muito exagerado também.

Hoje surgiu a notícia de que havia vazado um modelo de camisa comemorativa do Corinthians, que os jogadores usariam depois da final de domingo, e exaltaria opossível título invícto do campeonato paulista, na minha opinião, nada demais, provavelmente eles também devem ter projetado outros modelos, alguns sem alusão à invencibilidade, na minha opinião, muito natural, e o santos deveria também ter alguns modelos planejados, pois se os jogadores usam logo após o término da partida, isso deve ser executado dias antes.

O problema é que a diretoria do Santos ou é muito amadora de pensar que realmente isso é um absurdo, e que eles na situação do Corínthians não fariam o mesmo, ou está usando a situação para tentar motivar ainda mais a equipe que terá uma tarefa hercúlea no Pacaembú domingo.

Prefiro acreditar na segunda hipótese, que é apenas uma jogada para motivação do grupo, pois se eles são amadores ao ponto de acreditarem que uma diretoria profissional e que tem planejamento, não deveria estar já planejando uma jogada de marketing em cima de um possível título, o amadorismo é mesmo muito grande na Vila Belmiro.

E o pior, se eles dizem que em 2007 as camisas comemorativas do título do paulista sobre o São Caetano foram feitas pelo técnico Luxemburgo, quer dizer que o clube permite que o técnico faça camisas que os jogadores vão usar na comemoração, isso sem o conhecimento da diretoria! Se for realmente esse o grau de amadorismo da direção santista, a torcida vai ter que amargar muitas tristezas ainda, pois hoje já não funciona mais esse sistema.

Protegendo o gol, ou qualquer outro carro

28/04/2009

Sempre que um jogador começa a criar problemas para o clube, dentro ou fora de campo, seja com seguidas expulsões, baladas, se apresentar fora de forma, e etc… surge a idéia de punir o jogador onde mais pesa, no BOLSO, veja abaixo um vídeo divertido, que poderia ser o treinamento de goleiros, principalmente os frangueiros!

Pênalti fantasma, agora no Brasil

27/04/2009

Dessa vez foi o Simon que errou e marcou essa infração inexistente no jogo Ceará x Fortaleza

Editado em 30/04…

O jogador que cometeu a infração disse que não sabe, mas pode ter tocado o atacante, porém não sentiu…. Acho que esse cara tem uma doença bizarra que não consegue sentir um toque numa velocidade de jogo de futebol, mas na verdade o que ele estava pensando era “Eu fiz o pênalti mesmo, mas não posso falar, por que pega mal”.

Apesar de bizarro, o lance parece agora que realmente foi falta, pois o jogador ao falar isso praticamente confessou o crime.

Quem quer ser milhonário?

13/04/2009

(O “drama” de Adriano)

Na última semana o assunto futebolístico que mais percorreu blogs, jornais, TVs e rádios no Brasil, foi o “drama” do Adriano, o jogador não voltou para a Itália e diz que quer dar um tempo e nem sabe se voltará a jogar, nada contra o cara, afinal ele faz com a vida dele o que ele quiser, e embora eu acredite que ele possa ter algum problema sério, pode ser que realmente ele não esteja envolvido com drogas ou qualquer outra coisa que a imprensa tenta especular diariamente.

Acho que ele é o único que não está fazendo tempestade em copo d’água, e nem deveria, pois se formos pensar em dramas de jogadores de futebol existem muitos que sofrem mais do que ele, principalmente ex-jogadores, principalmente da década de 70 e de antes, que nunca ficaram ricos e alguns deles ainda sofrem com a pobreza hoje.

A ESPN transmitiu um programa sobre o centenário do S. C. Internacional, uma grande história, retratada de uma forma muito bonita, mas que espôs a realidade de muitos ex-jogadores que vivem pobres, no caso do programa, os jogadores eram Caçapava e Sérgio Galocha.

Enquanto a mídia se retorce falando do Adriano, tem gente que é muito mais ídolo, dentro e fora de campo e que passa por verdadeiros problemas, mas acho que isso não importa, pois é muito melhor assistir um “garoto” de 20 e poucos anos que já ganhou todo o dinheiro do mundo, estar supostamente envolvido com drogas ou sejá lá o que for, do que mostrar o drama de caras mais velhos que nunca tiveram muito dinheiro e  vivem em dificuldades, pois isso tem aos montes no nosso país.

Por quê os jogadores tem que cavar?

06/04/2009

Chegamos a um estágio no futebol onde a cultura do “cavar” é obrigatória para os jogadores, e nem estou falando so daquele jogador que deixa o corpo para levar a falta, pois nesse caso ele levou a falta, ele apenas não fez questão se se livrar dela, dependendo da jogada pode ser bem mais útil uma falta do que dar seguimento na jogada.

Mas ontem ocorreu um fato que me chamou atenção, não pelo lance em si, mas pelos comentários que ouvi. No Gre-Nal válido pelas quartas-de-final do segundo turno do Gauchão, Nilmar sofreu um pênalti, no lance ele cai, e imediatamente se levanta e sai com a bola dominada em direção ao gol, e para quando ouve o apito indicando a falta, ou seja, o pênalti. Nem quero discutir o mérito da jogada, se foi ou não falta, isso não vem ao caso, o que eu acho errado é justificar que ele não sofreu a penalidade, por que  se levantou imediatamente e não ficou rolando e fazendo aqueles gestos típicos de pedir falta, aquela choradeira que estamos acostumados… ou seja, não foi pênalti por que não reclamou?

Essa é a cultura com a qual estamos acostumados, de que o jogador tem que apitar o jogo, pedir tudo, cavar o tempo inteiro, exigir cartões, reclamar das marcações da arbitragem, e chegamos ao ponto de que quando o jogador não reclama é por que não foi, de tão natural que são as reclamações.

Outro tipo de lance que me irrita muito é quando o cara sofre (ou não) uma falta, e cai abraçando a bola, isso é claramente uma pressão no júiz, para que esse marque a infração, pois se não marcar ainda terá que marcar o toque de mão, deveria haver uma recomendação para dar cartão amarelo para todo o jogador que tocar a mão na bola antes de ouvir o apito, independente da falta ser ou não marcada.

Quem marcar ou não infrações é o trio de arbitragem, e não os jogadores, a esses cabe jogar (como Nilmar fez mesmo depois de cair na disputa com o zagueiro) e aos arbitros e auxiliares cabe assinalar o que acontece de errado.

Essa pseudo-malandragem dos jogadores já chegou ao extremo e não é punida, e quando não a fazem ainda criam desconfiança… “será que ele sofreu a falta? ele nem reclamou, nem segurou a bola?” Estamos sendo coniventes com o errado e desconfiando do certo.


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